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Memórias Entrelaçadas no Vidro

Glass Heart Memories

Olá, daqui Glass Heart,

Hoje sexta-feira, são 19h00, ouve-se o vento soprar forte lá fora. Este tempo não está fácil de entender, a chuva teima em não acabar, a tempestade Elsa não quer ir embora.

É sentada no meu sofá a divagar sobre pensamentos e memórias que outrora me fizeram sorrir que encontro inspiração para partilhar consigo As Memórias Entrelaçadas no Vidro.

Heart_Memorial de vidro

Não é só da paixão pela arte que vamos abordar neste artigo, vamos sim retratar sobre a relação que existe entre a paixão e a arte de infundir sentimentos e bonitas memórias numa pequena peça de vidro.

Pois é caríssimo leitor, a esta hora deve estar a perguntar-se a si mesmo como será isso possível!?

Como já referi no artigo anterior O Vidro Sobre Uma Nova Luz (pode ler na íntegra aqui) não se surpreenda se encontrar por aí pessoas verdadeiramente apaixonadas pela arte da fabricação do vidro e por toda a sua história (pode ler na íntegra aqui). Desta vez vamos mais além e dar-lhe a conhecer artesãos que uniram os seus talentos e criaram um conceito verdadeiramente inovador na criação de peças de vidro, onde espalham alegria e conforto dando-lhes vida através do vidro memorial.

Como pode imaginar, perder um animal de estimação pode ser uma das coisas mais difíceis com as quais temos de lidar na vida. Para algumas pessoas os animais de estimação ocupam uma grande parte dos seus percursos e merecem ser lembrados e homenageados pelo amor inocente e incondicional que expressam.

Memorial de vidro

Com o objetivo de capturar fisicamente um momento que deseja memorizar e ajudar as pessoas a manterem essas memórias vivas, existe uma empresa que teve a maravilhosa ideia de os aproximar mais dos nossos corações.

Em Coeur d’Alene, uma cidade situada nos Estados Unidos e localizada a cerca de 48km do estado de Washington, Davenport Memorial Glass transforma as cinzas dos nossos adorados patudos de estimação, incorporando-as numa impressionante arte de vidro. Pequenas peças com ideias provenientes de algum momento que deseje memorizar, criam uma bonita e significativa lembrança física, que pode guardar para sempre e transportar para qualquer lugar com orgulho.

No fundo estes artistas acreditam que ao estabelecer uma ligação com seus clientes, obtêm uma pequena visão do vínculo com o animal de estimação perdido, com a finalidade de conseguir inspiração para criar algo significativo.

” A imaginação é o que existe de mais poderoso no Ser Humano” (Paulo Coelho).

Como vê acabamos de conhecer mais um conceito inovador e bastante criativo para a utilização do vidro.  Por um planeta mais saudável e porque a sua escolha faz a diferença, escolha o Vidro.

Glass Heart

Obrigada pela sua visita, um abraço.

Até breve.

 

Fonte: https://davenportmemorialglass.com/

 

Pode juntar-se também ao movimento Friends of Glass em:
https://friendsofglass.com
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O Vidro sobre uma nova luz

O Vidro sobre uma nova luz

O vidro sobre uma nova luz

Olá, daqui Glass Heart,

Hoje, domingo, acordámos por volta das 09h00 e dentro daquela rotina em que bebemos um bom café e tomamos o pequeno-almoço seguido de um duche bem quentinho, “vitrificámos” os nossos pensamentos a encontrar um tema que ajude a desencadear os nossos seguidores e a ver o vidro sobre uma nova luz.

E qual seria o tema mais adequado, do que o de dar a conhecer os vários tipos de vidro, todo o seu processo de fabrico e os seus benefícios de utilização!?

Pois é caríssimo leitor, não se surpreenda se encontrar por aí pessoas verdadeiramente apaixonadas pela arte da fabricação do vidro. Por exemplo, com o vidro quente, elas utilizam a técnica milenar artesanal do sopro para a moldagem e unem a sua dedicação e paixão a esculpir deslumbrantes e inigualáveis peças decorativas.

Mas todo o processo de fabricação começa dentro de um forno, de pequenas ou grandes dimensões dependendo da técnica utilizada, com temperaturas a rondar os 1250ºC/1300ºC durante algumas horas para fundir todas os compostos da mistura vitrificável, que são basicamente 70% de sílica, que se apresenta em forma de areia (encontrada no fundo dos lagos e pedreiras), 14% de soda que se apresenta em forma de carbonato de sódio, 14% de calcário, 2% de outros componentes que permitem a coloração do vidro e uma vez que o vidro é 100% reciclável podemos adicionar também detritos de vidro para ajudar a economizar alguma desta matéria-prima.

Todas estas propriedades maravilhosas fundidas conduzem-nos a algumas técnicas de fabrico e acabamento do vidro para a finalidade na qual se destina. Ora veja:

  • A técnica do vidro temperado, que permite o aquecimento entre 700°C e 750°C através de um forno e um tratamento com choque térmico, para o aumento da resistência;
  • A técnica milenar artesanal do sopro de ar, em que o vidro é assoprado pelo artesão com uma espécie de canudo grande e forma esculturas, que na sua maioria são meramente para fins decorativos;
  • As técnicas soprado-soprado e prensado-soprado no fabrico automático, em que o vidro sai do forno na sua forma viscosa com uma cor de mel (um “espetáculo” lindo para se ver, quase parece lava a escorrer de um vulcão em erupção) que escorre pelas calhas em direção ao molde, onde é adaptada uma destas duas técnicas citadas para moldar a peça.

Depois de mais de 4000 anos a fazer história (pode ler o artigo aqui), têm-se desenvolvido vários tipos de vidro e todos eles com diferentes funções, que são:

  1. O vidro domestico – Copos, pratos, travessas, palhinhas ou até mesmo tigelas;
  2. O vidro para a construção civil – Vidros planos lisos, vidros impressos, vidros refletivos, vidros antirreflexo, vidros temperados, vidros laminados, vidros coloridos, vidros serigrafados, vidros curvos;
  3. O Vidro técnico – Lâmpadas, tubos de TV, vidros para laboratório, garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos;
  4. O Vidro temperado – Vidros dos carros, dos chuveiros ou banheiras;
  5. O Vidro comum decorado ou beneficiado – Vidros lapidados, tonalizados, acidados, laqueados e pintados, utilizados na fabricação de tampos de mesas, prateleiras, aparadores, bases e porta-retratos;
  6. O Vidro para embalagens – Garrafas, potes, frascos e outros vasilhames.

Os benefícios do vidro são infinitos, ele conduz a um estilo de vida mais sustentável pois é 100% natural (não altera o sabor dos alimentos, logo os produtos embalados terão a melhor qualidade), é 100% reciclável (não é nocivo ao meio ambiente), é higiénico, inerte, impermeável (a líquidos), transparente (permeável à luz) e a sua durabilidade é indeterminada.

Esperamos tê-lo ajudado a desmistificar todo o conceito que envolve o fabrico do vidro e a vê-lo sobre uma nova luz.

Gota-de-Vidro

Obrigada pela sua visita, um abraço.

Até breve.

 

Pode juntar-se também ao movimento Friends of glass em:

https://www.friendsofglass.com

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A História do Vidro

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A Origem do Vidro

Olá, Daqui Glass Heart

Entrámos em mais um fim de semana e o sol de inverno espreita com pouca frequência entre as nuvens. São agora 14hoo em Portugal Continental e é no quentinho de um cobertor de lã sobre nossa secretaria de vidro que temos o prazer de inaugurar o blog com um artigo muito interessante, com mais de 4000 anos de história.

Quem de nós nunca teve curiosidade em saber qual a origem do vidro?

Pois é caríssimo leitor, pouco se conhece sobre as primeiras tentativas do fabrico do vidro, ou até mesmo qual a sua origem ao certo, no entanto confia-se que a arte de fabricar o vidro é muito antiga e foi descoberta há mais de 4000 anos na Mesopotâmia. Os historiadores atribuem uma das versões aos navegadores fenícios, que o teriam descoberto acidentalmente ao acenderem fogueiras em praias onde havia as duas matérias-primas básicas, (a areia e o calcário de conchas) e observaram que após sofrerem a ação do calor, o solo abaixo da fogueira resultava  num líquido transparente: o vidro.

Outras versões sustentam que os mercadores fenícios ao voltarem à pátria, no Egito, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o fogo aceso. Quando acordaram, no lugar das pedras de natrão encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. O vidro estava descoberto.

Obviamente que é muito improvável a veracidade destas histórias, pois para a produção do vidro, a mistura vitrificável só alcança o seu estado liquido a temperaturas > 1300ºC, logo, o calor produzido numa fogueira não concentra temperaturas tão elevadas.

No entanto, o vidro talvez seja uma invenção mais antiga ainda, conforme sustentam algumas pesquisas arqueológicas que relatam que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 a.C., dedicando-se, acima de tudo, à produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, que muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas.

Aproximadamente um século d.C., a descoberta de uma cana de vidreiro, demonstra que esta técnica é muito antiga, permitindo a produção de materiais de vidro com as mais variadas formas.

Mais recentemente, nos séculos XVII e XVIII, deu-se a industrialização do fabrico do vidro, começando-se a produzir vidro plano, para construção civil e decoração de interiores. A partir de 1920, as técnicas de fabrico de vidro sofreram uma grande evolução sendo que atualmente adquiriu uma posição de destaque e prestígio devido às suas características únicas, elevando-se também envolta da produção massiva em embalagens alimentares.

Apesar dos métodos que envolvem a fabricação de vidro estejam envolta de processos muito antigos, os mesmos ainda são utilizados ​​hoje.

“O passado é uma cortina de vidro, felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.” (Augusto Cury)

Obrigada pela sua visita, um abraço.

Até breve.

@beaglassheart

 

Fontes de pesquisa:
https://www.bavidro.com
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vidro
https://www.friendsofglass.com